Mão Amiga: Como ajudar pessoas com Anorexia e Bulimia

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Procuramos algo bem legal para a estreia.

Você tem um amigo especial que está ao seu lado em todos os momentos?

Ter um amigo torna qualquer situação mais fácil.

Eles seguram a nossa mão quando estamos com medo, fazem de tudo para nos ver sorrindo e oferecem seu abraço apertado que alivia as dores mais profundas do coração. Por isso dedicamos nossa primeira postagem aos milhões de amigos espalhados pelo mundo e aproveitamos para fazer um alerta.

Você sabia que os distúrbios alimentares matam mais do que qualquer outra doença mental? Você sabia que aproximadamente 95% do público alvo dessas doenças são mulheres entre 12 e 25 anos de idade? Você sabia que, a partir de um olhar mais atencioso e sensível, podemos observar simples alterações na conduta alimentar e no comportamento que caracterizam os distúrbios alimentares?

É isso mesmo! Você pode salvar vidas!

A Anorexia e a Bulimia são grandes enigmas para a medicina, mas o B.A.S.T.A acredita que olhar para “agora” pode contribuir – e muito – para as pesquisas sobre o tema.

Nota-se, nos casos de distúrbios alimentares, o isolamento do convívio social. Por julgarem-se incompreendidas, essas pessoas optam pelo afastamento e acreditam que quanto mais distantes, mais fácil lidar com as críticas e interferências em suas práticas extremistas para obter um corpo magro.  Esse recuo dificulta o contato com os primeiros sinais da doença.

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Você recentemente percebeu que sua amiga:

  • Tem preocupação excessiva com o peso?
  • Costuma evitar comidas?
  • Não faz suas refeições em público?
  • Passa muito tempo fazendo exercícios físicos?    

Atenção! É hora de agir!

A jornalista, Mariana Amorim, publicou site MdeMulher dicas para ajudar sua amiga com Anorexia ou Bulimia.  São dicas simples, mas que podem salvar vidas. Leia aqui!

Selecionamos nossas dicas favoritas para comentar com vocês:

  1. Leia muito sobre o assunto

Parece que não estamos sozinhas, né? Mais alguém acredita que a leitura pode ajudar nesse processo.

Pessoas bem informadas são capazes de reconhecer os sintomas e oferecer ajuda. Desta maneira, o tratamento quando realizado ainda no começo da doença, tem mais chances de sucesso do que nos quadros crônicos.

  1. Tenha muita paciência

p.s: Multiplique por mil.

Você precisa entender que pessoas anoréxicas e bulimias são persistentes, determinadas e perfeccionistas. Elas estão doentes e imersas em mundo diferente do nosso. Não adianta ser agressivo ou querer mudanças imediatas. O tratamento é lento e exige um esforço muito grande de quem está por perto.

É preciso acreditar na mudança, pois ela não aparece de um dia para o outro. Você terá que conviver com gritos, choros, episódios de desespero e etc. Nessa fase, elas estarão mais sensíveis e estressadas. Tenha paciência e não desista.

Você também acredita que pode fazer a diferença?

#DigaBASTA #SomosBASTA

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As estatísticas estão no site ANAD.org:

http://www.anad.org/get-information/about-eating-disorders/eating-disorders-statistics/

Sobre o distanciamento do convívio social:

Artigo: A Anorexia Nervosa como Reflexo da Contemporaneidade.
Vanessa Cristina Ferreira Simões (2007)

Tese: O Corpo e o Silêncio das Emoções – Estudo da Alexitimia na Anorexia Nervosa.
Sandra Torres Brandão Ferreira (2005)

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Diga BASTA

Olá,

Somos B.A.S.T.A.
Somos duas meninas que sonham com o fim da Anorexia e Bulimia.
Somos duas, mas queremos ser muitas.

Nosso projeto visa analisar e discutir textos, filmes, blogs, fotos entre outros materiais que abordam o tema, pois acreditamos que informação seja a chave para a mudança.

Uma sociedade que reconhece os sintomas e a gravidade dessas doenças pode contribuir para a diminuição dos casos.

Nós não contamos calorias. Nós contamos histórias!

Queremos que você leve nossa mensagem adiante.

Esse sonho é nosso, mas pode ser seu também.

Peça ajuda.

Você quer ajudar? Muita calma…

A primeira coisa que você precisa entender é que a “cabeça” de quem tem um transtorno alimentar é diferente.
Se você quer se aproximar de uma anoréxica para ajudá-la, não adianta forçá-la a comer. Com as bulímicas, não adianta impedir que induzam o vômito ou o comer compulsivo. Não foque imediatamente na comida ou nos hábitos alimentares dessa pessoa.

Os Transtornos Alimentares estão diretamente relacionados a problemas emocionais que a própria pessoa não consegue ou não pode resolver. Além disso, saiba que são pessoas com graves distúrbios na imagem corporal. Elas realmente se enxergam gordas, mesmo estando magérrimas. São pessoas com uma escassez de auto-estima intensa, algo que pode ter acontecido por inúmeras razões e só um profissional de saúde poderá realmente curá-las.


Quem tem um Transtorno Alimentar está doente. Não foi uma escolha consciente.

Não a critique dizendo que ela quer “chamar atenção” ou que está com “frescura”. Isso não é verdade. Fará com que ela se senta pior do que já está. Muitas vezes, elas sentem medo ou vergonha de pedir ajuda. Geralmente, acredita que não é merecedora de tratamento. Então, se você está realmente disposto a ajudar, a primeira coisa a fazer é ser carinhoso. Ouça! Porém sem ficar oferecendo conselhos e dizendo “ah, já me senti assim uma vez”. Apenas ouça! E se ela te pedir um conselho: seja honesto, mas gentil.

Não esqueça que ela não está assim porque quer.
 Não ameace. Se a pessoa confiar em você e decidir que está pronta para conversar, deixe que ela fale. Dê valor à confiança que ela depositou em você e não a traia, afinal você se ofereceu para ajudar.


Incentive-a a procurar ajuda profissional. Somente especialistas podem curar. Não há cura sozinha.

Procure se informar sobre o Transtorno em questão. Leia e saiba mais sobre o problema, sintomas e possíveis tratamentos. Quando você voltar a conversar com a pessoa, ela se sentirá mais segura.
N-U-N-C-A – eu disse nunca – diga algo como: por que você está fazendo isso comigo/ com sua família/ com você mesmo?
Quem tem um Transtorno Alimentar não está fazendo isso com você, nem com ninguém, e sim lutando muito consigo mesmo em seu interior. É bom ter isso em mente quando quiser fazer perguntas, que são egoístas, ou que magoam – mesmo que sem intenção . Além disso, esse tipo de atitude só vai perpetuar o sentimento de culpa que quem sofre com TA tem.

“Você tem uma vida com tudo que tem direito. Qual é o seu problema, hein?” Não é uma opção consciente. A pessoa não escolheu isso. Não são pessoas felizes e com auto-estima saudável e equilibrada. O Transtorno Alimentar é o mecanismo que ela usa para conseguir lidar com a depressão ou a auto-rejeição que aumenta dentro dela há muito tempo. É um reflexo externo do que sente em seu interior.

Os Transtornos têm a ver com o sofrimento interior da própria pessoa e de como ela se sente em relação a si mesma além de uma pré-disposição a desenvolvê-lo.
 
Essas são as dicas da @gurgelbruu. Qual a sua? 

Prazer, Bru

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Olá!

Meu nome é Bruna Gurgel, tenho 20 anos e moro no Rio de Janeiro.

Eu tenho mais que um sonho. Tenho um propósito de vida: fazer medicina e me especializar em psiquiatria para lutar da forma mais direta e efetiva possível contra os transtornos alimentares e dismórficos corporais.

Esse sonho está a caminho. Estudo Medicina na Estácio/RJ.

Enquanto estudo e luto diariamente para realizar esse sonho, resolvi dar vida ao B.A.S.T.A. que é o começo de tudo que ainda quero fazer para desmistificar padrões e lutar contra a anorexia e bulimia.

Realmente, tenho apenas o ensino médio completo e ainda estou longe de ser médica. Não sou especialista, nem nenhuma autoridade no assunto. Minha única fonte de especialização e conhecimento foi adquirida através da vida — Eu sinto na pele. Eu lutei e ainda luto. Eu vivo isso.

Espero que esse projeto atinja a sua vida da melhor forma, independente se você tem ou não um transtorno alimentar.

Vamos todos dizer B.A.S.T.A!

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Prazer, Mari

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Olá,

Meu nome é Mariana Lima, tenho 22 anos e moro em São Paulo.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação em Jornalismo pela FIAM e fundadora do B.A.S.T.A.

Eu não descobri a cura para Anorexia e Bulimia, mas acredito que a informação seja um caminho viável para minimizar os casos de mortes por distúrbios alimentares.

A busca pelo “corpo perfeito” mata constantemente jovens, adultos, homens e mulheres em todas as partes do mundo.

Eu conheci muitos Anas e Mias ao longo desses anos. Alguns sobreviveram, outros não. Então, eu decidi lutar por essas vozes que foram caladas.

Desejo que você esteja preparado para oferecer ajuda a quem precisa.

Para mim, o B.A.S.T.A é muito mais do que um projeto. Ele é um dever.
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